Foragido por assassinato que teve a participação de influenciadora é preso em Itumbiara, diz polícia
- 20/05/2023
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A Polícia Civil de Goiás confirmou ter feito a prisão de um dos suspeitos de envolvimento no assassinato de Douglas Henrique Silva, em março de 2022, em Goiânia – crime que teria tido a participação da influencer Yeda Freitas, já presa. Getúlio Júnior Alves dos Santos estava foragido e foi preso em Itumbiara.
Conforme a polícia, Getúlio foi localizado pela Delegacia de Homicídios após levantamento de informações que levaram ao seu paradeiro. Ele foi encontrado dentro de um ônibus que faz o trajeto entre Goiás e o estado do Paraná.
Além de Getúlio, também foram presos durante a Operação Omertà a digital influencer Yeda Freitas; o ex-namorado dela, suspeito de ter cometido o crime, Antônio Luiz de Souza; José Camilo Pereira Bento e Mateus Barbosa da Silva.
Até a publicação desta matéria, o g1 não conseguiu localizar a defesa dos suspeitos.
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Entenda o caso
A Polícia Civil informou que todos os cinco presos até o momento são suspeitos de participar da morte de Douglas Henrique.
Conforme a polícia, Yeda teria feito pagamentos de R$ 6 mil através de sua conta bancária à vítima pela venda de um ponto de distribuição de cocaína. O comprador do point era seu ex-namorado, Antônio Luiz de Souza Filho, vulgo Toinzinho.
Toinzinho deveria pagar semanalmente R$ 6 mil a Douglas, e parte dos valores teria sido feita pela conta de Yeda. Depois de um período, os valores que deveriam ser repassados começaram a atrasa, foi quando Toizinho disse que passaria um carro à vítima como forma de quitar parte do débito.
Em fevereiro de 2022, narra a polícia, Toizinho entregou um veículo a Douglas e deixou combinado que no mês seguinte passaria o resto do dinheiro.
No dia do crime, a vítima deixou o condomínio em que morava conduzindo o veículo recém-adquirido e encontrou-se com Toinzinho. Após o encontro, ambos se dirigiram até o local onde o suspeito supostamente pagaria a sua dívida.
No entanto, a emboscada já estava arquitetada, como verificou a Polícia Civil. A investigação apurou que Douglas era traficante de drogas, mas após o falecimento da mãe de seu filho, ele teria decidido parar com o tráfico e dedicar-se aos cuidados e criação de seu filho, por isso, teria vendido a central de distribuição de cocaína.
A polícia acredita que Toinzinho recebeu ajuda de José Camilo Pereira Bento, Getúlio Junior Alves dos Santos, Leandro Silva Rodrigues, Mateus Barbosa da Silva e Yeda de Sousa Freitas no crime. O juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida e Tribunal do Júri de Goiânia, decretou a prisão de todos os suspeitos.
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